Em tempos de crise, a saída para ficar rico pode vir de conselhos de jovens empreendedores que conseguiram seu primeiro milhão antes dos 20 anos. A revista Forbes encontrou seis empresários precoces, nos Estados Unidos e Grã-Bretanha, que alcançaram o sucesso no meio virtual e também à moda antiga – um deles fabricava geléias.
Ephren Taylor II

Ephren Taylor II começou a carreira aos 12, quando decidiu criar seu próprio jogo de vídeo game. Um ano depois ele passou a criar websites por apenas US$ 200 e elevou o preço quando percebeu que os concorrentes mais velhos ganhavam dez vezes mais. Como os serviços eram fechados pela internet ou por telefone, ninguém desconfiava da sua idade.
“Quando recebi um cheque de US$ 3,8 mil de uma rede de suplementos alimentares, meus pais acharam que eu estava vendendo drogas”, lembrou Taylor, que aos 16 se juntou a um amigo para criar um serviço de cadastro de empregos para estudantes, que teve clientes como Citigroup e Pizza Hut.
Atualmente, aos 26 anos, Taylor lidera uma holding que investe em empreendimentos socialmente responsáveis como moradias de baixo custo e projetos de revitalização urbana nos Estados Unidos, além de dar palestras por US$ 8 mil cada.
Fraser Doherty

O escocês Fraser Doherty foi o que seguiu o caminho mais incomum entre os adolescentes empreendedores. Aos 14, ele começou a fazer geléias a partir das receitas da avó em Edimburgo e deixou a escola dois anos depois para se dedicar totalmente ao trabalho.
Os pedidos foram crescendo e em 2007 uma grande rede de supermercados do Reino Unido colocou suas geléias nas prateleiras e foi seguida pelos concorrentes. No último ano, as vendas da SuperJam atingiram US$ 1,2 milhão, com avanço de 60% frente a 2007. “Não posso me preocupar com o dinheiro. Faço geléias porque é o que amo fazer”, disse Doherty à Forbes.
Ashley Qualls

Outro adolescente que conseguiu sua fortuna na internet, Ashley Qualls criou aos 14 anos um portfólio com fotos e gráficos, ofereceu layouts e tutoriais para jovens que queriam fazer suas próprias páginas. O site atingiu a marca de 7 milhões de visitantes únicos por mês e Qualls recebeu uma oferta de US$ 1,5 milhão pelo domínio whateverlife.com – recusada por ela.
Catherine Cook e seu irmão Dave

Aos 15 anos, Catherine Cook e seu irmão Dave, 17 anos, folheavam o álbum de formatura do colegial e tiveram a idéia de criar uma versão interativa na internet. Em 2005, os dois convenceram o irmão mais velho a investir US$ 250 mil e lançar o MyYearBook.com, onde é possível encontrar os amigos que se formaram no mesmo ano. Um ano depois, a idéia já havia rendido US$ 4,1 milhões.
Atualmente, o site tem cerca de 3 milhões de membros e o faturamento segue na casa dos milhões. Segundo Catherine, uma das maneiras de sobreviver entre os grandes do meio virtual é encontrar um nicho. “Nosso site é específico para estudantes colegiais e ouvimos de verdade o que eles nos sugerem”, afirmou.
Cameron Johnson

Cameron Johnson iniciou os negócios ainda aos 9 anos, criando cartões e convites para festas promovidas pelos pais. Aos 11, comprou bonecas da irmã por US$ 100 e revendeu na internet faturando dez vezes mais. Com o dinheiro que conseguiu, Johnson criou um serviço de e-mail que repassava mensagens sem informações pessoais do remetente. Em seguida, com alguns amigos começou um esquema pirâmide de anúncios que pagava a internautas pelo tempo de navegação com publicidade na tela.
“Tinha 15 anos e recebia cheques entre US$ 300 mil e US$ 400 mil. Antes da minha formatura, meu patrimônio era maior que US$ 1 milhão”, disse o empreendedor, que vendeu a empresa aos 19 anos e atualmente ganha a vida dando palestras, além de aparecer na televisão. “Não tenha medo de ser rejeitado, não tenha medo de perguntar nada”, aconselhou.
Adam Hildreth

Por último, o britânico Adam Hildreth começou aos 14 anos uma rede de relacionamento na internet, que passou a ser utilizada por empresas com a Coca-Cola para levar seus produtos ao público jovem. Em 2004, foi considerado um dos adolescentes mais ricos do Reino Unido, com patrimônio de US$ 3,7 milhões, aos 19 anos.
Em 2005, Hildreth criou o projeto de um software para proteger crianças de possíveis molestadores na internet. O programa consegue barrar conversas potencialmente perigosas em 98% dos casos, segundo estudo da Universidade de Cambridge.
Fonte: br.invertia.com
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