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Geoglifos – Sinais misteriosos no solo da Amazônia

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Marcas gigantes no solo da Amazônia intrigam cientistas

Elas passaram séculos escondidas pela floresta. Agora, com o desmatamento para a criação de gado, estão aparecendo cada vez mais. Os geoglifos são formas perfeitas escavadas no solo, espalhadas pelo extremo oeste da Amazônia.

Serão vestígios de uma sociedade desconhecida? Ou restos do lendário reino de Eldorado, com que tantos exploradores sonharam?

Segundo o paleontólogo Alceu Ranzi, da Universidade Federal do Acre, os geoglifos formavam um grande sistema que se estendia por centenas de quilômetros nessa região da Amazônia. Ranzi fazia parte da equipe que descobriu os desenhos, em 1977. Mas foi só nos últimos tempos que o número de achados disparou, graças a fotos de satélite disponíveis na internet. Já são quase 300 geoglifos – de alguns, os pesquisadores nunca chegaram perto.

Apesar do nome, Boca do Acre fica no Amazonas. Em pouco tempo de voo é possível ver as formas – algumas bem nítidas, outras parcialmente encobertas pela mata. “Normalmente são quadrados e círculos. Temos octógonos também, hexágonos…”, cita Ranzi.

Para Jacob Queiroz, 93 anos, dono de terras onde existem algumas figuras, elas não podem ser simples obras da natureza. “Isso aqui foi gente que fez. Trabalho de engenheiro”, comenta.

Revolução

Dentro de um dos canais que forma as figuras, é possível ver que a terra foi escavada e cuidadosamente empilhada do lado de fora. Por isso, chegou-se a pensar que as valas seriam trincheiras da revolução acriana, a revolta do início do século 20 contra a dominação da Bolívia no território.

Mas a teoria das trincheiras está fora de cogitação. As análises geológicas publicadas mostram que os geoglifos são muito mais antigos: do século 13.

Outra questão intrigante é como os habitantes daquela época conseguiram fazer isso dentro de uma floresta densa. “Imagino que essa região da Amazônia devia estar passando por um problema climático”, diz Ranzi. Os cientistas têm uma hipótese: na época da construção dos geoglifos, a Amazônia pode ter passado por uma seca muito forte, que transformou a floresta numa imensa savana, parecida com o cerrado brasileiro.

Falta ainda a principal peça do quebra-cabeça: que tipo de sociedade projetou esses monumentos? Certamente devia ter um certo grau de organização para elaborar esses monumentos. As principais teorias sobre os povos que viviam nesta região antes de o Brasil ser descoberto dizem que esses povos jamais teriam tamanha sofisticação, eram nômades, ou seja, não passavam muito tempo no mesmo lugar.

Para Jacó Piccoli, antropólogo da Universidade Federal do Acre, é possível que haja uma relação estreita com os antepassados dos índios atuais. “Mas podem ter sido também outras populações que habitaram a região”, pondera. É difícil estabelecer uma origem clara para os geoglifos, porque não se encontram pistas nas tradições dos índios que vivem hoje na região.

Na falta de respostas, os moradores abraçam o sobrenatural. Seu Jacob conta que, estranhamente, as valas nunca alagam quando chove e que, do chão, sobe uma espécie de zumbido. “Uuuuuu…. que nem uma abelhal”, conta.

Também não faltam suposições delirantes, como, por exemplo, que os geoglifos seriam marcas deixadas por extraterrestres.

Quando olham para a imensidão da floresta amazônica preservada, os cientistas ficam imaginando quantos geoglifos, quantos desenhos geométricos estão escondidos debaixo das árvores. Eles estimam que nem 10% deles tenham sido revelados.

Vídeo:

Coordenadas geográficas

Usuários do Google Earth ou Maps Google podem apreciar alguns dos 120 geoglifos do Acre, a partir das seguintes coordenadas: (10°12′13.32″S 67°10′18.09″W), (10°22′1.61″S 67°43′24.89″W), (10°18′24.51″S 67°13′12.50″W), (10°13′49.01″S 67° 7′26.71″W), (10°17′14.08″S 67° 4′32.97″W), (10°13′5.25″S 67° 9′28.94″W), (10°18′ 06.64″S 67° 41′41.55″W), (10°11′27.65″S 67°43′20.11″W).

No ano passado, o paleontólogo Alceu Ranzi e a arqueóloga Denise Schaan percorreram algumas regiões do Acre durante 15 dias e localizaram novos geoglifos.

Geoglifo Bimbarra, a apenas 1000 metros da sede da prefeitura de Capixaba – um círculo com meia lua interna, nas coordenadas 10°34′08″ S 67° 40′ 00″ W , que apresenta grande potencial turístico pela proximidade da cidade.

Geoglifo Hortigranjeira, considerado complexo, com dois circulos, linhas paralelas e outras estruturas, nos fundos da Cidade Hortigranjeira, a 5 Km do asfalto da BR-317, no Ramal Sementeira, nas coordenadas 10° 27′ 58″ S 67° 44′ 25″ W , também em Capixaba.

Geoglifo Gavião, de estruturas complexas, circulos, quadrados e linhas, nas coordenadas 10° 31′ 34″ S 67° 37′ 59″ W, em Capixaba.

Geoglifo Fazenda Crixá, também de estruturas complexas, circulos, linhas, quadrados e polígonos, coordenadas: 10° 35′ 43″ S 67° 41′ 09″ W (Capixaba).

Outro, um pouco mais antigo, mas pouco divulgado, é o Geoglifo Tequinho, de estruturas complexas, tendendo para os retângulos. Está nas coordenadas: 09° 53′ 50″ S 67° 25′ 20″ W , no ramal do Pelé, Perto da Vila Pia, na BR-317.

Fonte: G1/Blog da Amazônia

Programa F-X2: Lula fecha compra de caças franceses (Rafale), diz jornal

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Lula e Jobim escolhem caça francês após revisão de preço

 
Rafale – Caça Francês 

A proposta francesa para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB) foi aceita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Defesa Nelson Jobim. Isso porque a fabricante Dassault decidiu reduzir em quase 4 bilhões de reais o preço do pacote com 36 caças Rafale, segundo a edição desta quinta-feira do jornal Folha de S. Paulo.

A publicação informa que o preço final dos caças caiu de 8,2 bilhões de dólares para 6,2 bilhões de dólares (11,4 bilhões de reais). Os preços teriam sido revisados no sábado, quando Jobim passou por Paris na volta de uma viagem a Israel. Apesar da redução, diz o jornal, a proposta francesa ainda tem valor maior que a das concorrentes – a sueca Saab havia oferecido seus caças por 4,5 bilhões de dólares, enquanto a americana Boeing, por 5,7 bilhões de dólares.

No relatório final de análise técnica das aeronaves concorrentes elaborado pela Aeronáutica o Rafale havia ficado com o último lugar, enquanto o mais bem avaliado foi o Gripen NG, da Saab. Mas, para Lula, a compra dos 36 aviões é “política e estratégica” para consolidar a parceria entre o Brasil e a França.

A escolha de novos caças para substituir a frota atual da FAB, que especialistas classificam de obsoleta, vem se arrastando desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, no último ano de seu mandato, em 2002, decidiu deixar a decisão sobre a compra para Lula, seu sucessor. Inicialmente, Lula cancelou o projeto, então conhecido como F-X, mas em maio de 2008 foi criado o projeto F-X2 e, em novembro do mesmo ano, selecionados como finalistas o Rafale, o Gripen NG e o F-18 Super Hornet, fabricado pela americana Boeing.

Vídeo:

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Fonte: Veja