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Programa F-X2: Lula fecha compra de caças franceses (Rafale), diz jornal

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Lula e Jobim escolhem caça francês após revisão de preço

 
Rafale – Caça Francês 

A proposta francesa para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB) foi aceita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Defesa Nelson Jobim. Isso porque a fabricante Dassault decidiu reduzir em quase 4 bilhões de reais o preço do pacote com 36 caças Rafale, segundo a edição desta quinta-feira do jornal Folha de S. Paulo.

A publicação informa que o preço final dos caças caiu de 8,2 bilhões de dólares para 6,2 bilhões de dólares (11,4 bilhões de reais). Os preços teriam sido revisados no sábado, quando Jobim passou por Paris na volta de uma viagem a Israel. Apesar da redução, diz o jornal, a proposta francesa ainda tem valor maior que a das concorrentes – a sueca Saab havia oferecido seus caças por 4,5 bilhões de dólares, enquanto a americana Boeing, por 5,7 bilhões de dólares.

No relatório final de análise técnica das aeronaves concorrentes elaborado pela Aeronáutica o Rafale havia ficado com o último lugar, enquanto o mais bem avaliado foi o Gripen NG, da Saab. Mas, para Lula, a compra dos 36 aviões é “política e estratégica” para consolidar a parceria entre o Brasil e a França.

A escolha de novos caças para substituir a frota atual da FAB, que especialistas classificam de obsoleta, vem se arrastando desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, no último ano de seu mandato, em 2002, decidiu deixar a decisão sobre a compra para Lula, seu sucessor. Inicialmente, Lula cancelou o projeto, então conhecido como F-X, mas em maio de 2008 foi criado o projeto F-X2 e, em novembro do mesmo ano, selecionados como finalistas o Rafale, o Gripen NG e o F-18 Super Hornet, fabricado pela americana Boeing.

Vídeo:

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Fonte: Veja

Conheça o MUCO – Museu da Corrupção

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Jornal paulistano inaugura Museu da Corrupção Online

No dia em que o Brasil comemora 509 anos de seu descobrimento, o jornal Diário do Comércio lança o Museu Virtual da Corrupção Online, obra erguida na na rede mundial de computadores, que visa lembrar os escândalos políticos que marcaram a história do País.

O espaço pretende fazer com que o internauta reflita, a partir da mostra dos atos de corrupção ocorridos desde a década de 1970, num primeiro momento. A proposta, porém, é a de recuar no tempo até a época do Brasil colônia.

Página de entrada no Museu da Corrupção Online

O Museu foi desenhado pelo arquiteto mineiro Rodrigo de Araújo Moreira, 78, e preenchido pelo trabalho de pesquisa da jornalista Kássia Caldeira. Em sua inauguração, o Museu destacará os 15 episódios que mais geraram discussão nos últimos anos.

O internauta encontrará no Museu a completa relação dos escândalos políticos desde de os anos 1970 e grande parte das ações realizadas pela Polícia Federal (PF) durante os últimos 39 anos. Haverá também uma seção com sugestões de links sobre o tema e outra com publicações recomendadas sobre o assunto.

Moisés Rabinovich, diretor de redação do Diário, disse ao Portal IMPRENSA que o Museu precisa existir para que casos “escabrosos” não caiam no ostracismo. “Esses assuntos são esquecidos e não existe memória sobre isso,  algo que fosse tão vivo quanto os nossos escândalos. Por isso, nada melhor que reunir toda a história em um só lugar”, explica.

Sobre possíveis reações adversas da classe política, Rabinovich garante que todos os homenageados pelo Museu terão direito de resposta em suas respectivas salas de exposição. “Cada um terá sua sala e seu direito de se pronunciar. Na verdade esse museu – explica - tende a ser um retrato do Brasil”.

Ele salienta, ainda, que os arquivos abrigados no Museu servirão de referência nas próximas eleições para consultas. “Cada dia vamos melhorar a navegação para que o site sirva de referência para a escolha de candidatos nas próximas eleições”.

O passeio pela história das falcatruas da política nacional termina em uma lojinha de souvenires, onde o visitante encontra “lembranças” dos episódios de corrupção como camisetas, algemas, aparelhos de escuta, além, é claro, da conhecida “cueca para o transporte de dólares”, peça íntima que caiu nas graças da opinião pública durante o Mensalão.

Ainda nos próximos meses, serão criadas uma sala de “charges”, uma linha do tempo ilustrada, além de uma área destaque para o escândalo do momento. O jornal estuda também a criação de um Wiki em que os leitores poderão enviar informações e contribuições sobre o tema. No entanto, o internauta já pode participar comentando o conteúdo do Museu.

Clique aqui para visitar o Museu da Corrupção Online.

Fonte: Portal Imprensa