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O Halloween é Irlandês!!!

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A celebração é uma tradição dos antigos celtas e inicialmente comemorava o festival de Samhain, palavra que está bem longe de significar qualquer maldição: é simplesmente o marco do fim do verão. O evento também festejava o final da terceira e última colheita do ano, o início do armazenamento de provisões para o inverno, o retorno dos rebanhos para o pasto e a renovação das leis celtas.

Desvendando a palavra

Na realidade, Halloween é o “fast mode” da expressão “All Hallows’s Eve”, que significa “noite de todos os santos”.

Por que esta data?

Existem várias teorias que explicam a comemoração do Halloween em 31 de outubro. Uns dizem que esse é um dos dias de descanso das bruxas no calendário celta, outros dizem que é o tempo da morte e ressurreição da terra.

De celebração celta a Dia das Bruxas

Roma até chegou a celebrar o Halloween algumas vezes antes de Cristo, mas depois a festa foi intitulada como pagã e proibida pela Igreja Católica, que apelidou a celebração como Dia das Bruxas.

E o gato preto, onde entra?

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O coitadinho do gato ganhou má fama em antigas lendas. Essas afirmavam que as bruxas se transformavam no bichano em versão “black” e, para ajudar, algumas pessoas acreditavam que os gatos eram os espíritos dos mortos. Mas nem tudo está perdido. Hoje o gato preto é símbolo da capacidade de meditação, recolhimento espiritual, autoconfiança, independência e liberdade.

Caldeirão, aranhas e morcegos: afinal, pra que tudo isso?

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Há quem acredite em significados ocultos para os itens do Halloween.

A vela indica os caminhos para os espíritos.

O caldeirão faz parte da cultura celta e era peça fundamental na decoração. Dentro dele jogam-se moedas acompanhadas de mensagens com pedidos aos espíritos. Ao final da festa, essas moedas devem ser recolhidas e doadas a quem precisa. Já os bilhetes devem ser queimados para que os pedidos sejam atendidos mais rapidamente.

A aranha simboliza o destino. O meio da teia representa o suporte para seguir em frente.

O morcego simboliza a clarividência, pois o animal capta os campos magnéticos pela força da própria sensibilidade e energia, enxergando além das formas e das aparências.

Paleta de cores exuberantes

As cores laranja, preto e roxo não foram escolhidas por acaso para representar a festa.

Laranja: cor que traz vitalidade, energia e força. Os celtas acreditavam que os espíritos se aproximavam daqueles que se vestiam de laranja para sugar-lhes a energia.

Preto: cor predominante dos magos, bruxas, feiticeiras e sacerdotes do mestre das trevas.

Roxo: simboliza a magia presente em toda a comemoração de Halloween.

As abóboras assombradas

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Quando se fala em Halloween, a primeira imagem que vem à cabeça é uma abóbora esculpida e iluminada. Essa famosa referência é conhecida como “Jack O’Lantern”.

Segundo o folclore irlandês, um alcoólatra mal educado chamado Jack Miserable bebeu excessivamente em um dia 31 de outubro e o diabo veio buscar sua alma. Jack enganou o diabo para continuar bebendo e viveu por mais alguns anos. Quando morreu, não foi admitido no céu. Ressentido, o diabo também não o quis no inferno e o enviou para a noite escura com apenas uma brasa de carvão para iluminar o caminho. Jack colocou o carvão em um nabo esculpido que funcionava como uma lanterna e dizem que ele vaga pela Terra desde então.

Com o tempo, as pessoas criaram diferentes versões da Jack O’Lantern, esculpindo rostos assustadores em nabos, batatas e abóboras para afugentar Jack e outros espíritos malignos.

Outros nomes, mesmo significado

A festa de Halloween equivale ao “Dia de Todos os Santos” e ao “Dia de Finados”. A celebração foi absorvida pela Igreja Católica para apagar os vínculos pagãos. Nos países de origem hispânica, comemora-se o Dia dos Mortos na mesma data. No Oriente, a tradição é ligada às crenças populares de cada país.

E o “trick or treat”, advinha? IRLANDÊS!

Pois é, a famosa pergunta “gostosuras ou travessuras?” também se originou na Irlanda. Para celebrar a data, as crianças celtas iam de casa em casa vestindo roupas extravagantes e pedindo provisões para as comemorações de Halloween em nome da deusa Muck Olla. Os celtas acreditavam que o único modo de apaziguar os espíritos do mal era oferecer comida para ela. Quem se recusava a ajudar sofria com as “travessuras” da deusa. Já hoje, quem aplica o castigo são as próprias crianças. Intercambistas, preparem-se e munam-se de doces!

No Brasil

No Brasil, além da televisão, as escolas de idiomas introduziram a festa entre as crianças e os jovens. A introdução de uma festa que nada tem a ver com a rica cultura brasileira foi motivo de protestos, o que levou o governo a criar, em 2005, o Dia do Saci, comemorado no mesmo dia do Halloween.

Muitos criticam a influência da cultura norte-americana no Brasil. Além disso, o país tem uma forte tradição cristã, que se opõe a esse tipo de comemoração, pois ela está carregada de elementos contrários à doutrina religiosa. Em 2009, por exemplo, o Vaticano divulgou uma matéria falando de “mensagens perigosas na festa do Halloween”.

Fonte: e-dublin/infoescola

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